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Para fechar com chave de ouro

terça-feira, 31 de maio de 2011

Olá pessoal esta é a última postagem e fomos agraciados com um reportagem sobre o bibliotecário. Sendo assim, acho que a nossa definição de Biblioeh foi abordada de várias formas e este trabalho pode ser repensado e reorganizado, mas foi muito válida a experiência, e esta é a última postagem, mas como sempre peço: Comentem! Critiquem! Elogiem... foi um prazer partilhar ideias e ideais com vocês!

Assistam o vídeo e prestigiem a nossa profissão!




A cultura do silêncio em unidades de informação

sábado, 14 de maio de 2011

Em qualquer ambiente profissional pode se instaurar um exemplo de cultura do silêncio, que é uma condição que afasta o profissional de seu público alvo potencial ou real. Em uma biblioteca este fato ocorre quando uma pessoa que necessita de informação e procura uma unidade de informação, chegando lá encontra uma barreira natural entre ele e o profissional que o atende, pois este profissional é (ou deveria ser) um expert.  

Flusser (1983) afirma que no contexto de ação cultural o usuário pode vir quebrar as barreiras existentes entre ele e o expert. E, desta forma cria-se a oportunidade de expor suas idéias, sendo assim o usuário pode inventar, se formular e criar. 

Sendo assim, a profissional que atua em bibliotecas têm nos projetos de ação cultural uma forma de respeitar a diversidade, criar vínculos fortes com seus usuários e extinguir as barreiras entre ele e seu público-alvo, pois temos que tentar relacionar pelas nossas igualdades e conviver com nossas diferenças utilizando a comunicação como instrumento integrador.

De acordo com Flusser (1983), é necessário romper o isolamento, pois a cultura do não-público é a cultura do silêncio, e a proposta da ação cultural na biblioteca é também superar a cultura do silêncio através de uma ação transformadora.

O engraçado é que ninguém pensa que uma biblioteca pode ser uma ambiente de ação, talvez por ter aquela visão de que a biblioteca é um depósito de livros, um lugar de silêncio, um lugar de castigo, ou um lugar onde tem uma senhora com óculos e mal-vestida que chamam de bibliotecária (Lembram da reportagem da Veja, que chamava a Dilma de bibliotecária solteirona? É realmente este estereótipo ainda vendido por ai), mas graças a Deus e a Nossa Senhora das Bibliotecas este quadro está sendo invertido, e temos exemplos de Saraus, discussões, contação de histórias, biblioterapia, fóruns de discussão entre outras ações culturais.

Que tal pensarmos em eventos inusitados dentro de uma biblioteca? l uma roda de samba, noite de rock, um tango eletrônico... Sugira temas, opine, critique, as mudanças começam quando surgem os questionamentos.

Referências 
  
FLUSSER, Victor.  Bibliotecas como um instrumento de Ação Cultural. Revista de biblioteconomia da UFMG. Belo Horizonte, v.12, n.2, p. 145-169, set.1983.

Biblio é...

domingo, 8 de maio de 2011


A velha pergunta que nos rodeia: O que é biblioteconomia?Ah! tá ... vocês guardam livros? Mas, precisa de faculdade para fazer isso? Bem, como resposta a todos estes questionamentos, seguem algumas concepções.

A Biblioteconomia é uma ciência que trata e organiza a informação, independente de onde esteja armazenada, com o propósito de facilitar a busca da informação para ser aplicada para determinados fins entre eles a construção de novos conhecimentos.
Você já pensou se toda a informação não estivesse organizada, imagine um cartório não tivesse a mínima organização? Se uma biblioteca tivesse os livros empilhados sem o menor critério de assunto? E, em uma empresa, se tivesse os relatórios, junto com contratos, atas de reuniões entre outros documentos? Seria um caos não?
A profissional desta área atua nas esferas públicas, privadas e no terceiro setor e pode ter diferentes funções dentro destes contextos. Segundo Almeida Junior (2003, p.69)
"[... A existência de quatro funções da biblioteca pública acumuladas desde o seu surgimento, em 1850, e presentes até hoje: função educacional, função cultural, função de lazer ou recreacional e função informacional...].”
Sendo assim, você pode o bibliotecário está apto a orientar livros para enriquecer o seu conhecimento com o objetivo de educar, disseminar a cultura, estimular o entretenimento e atender suas demandas em relação as mais diversas informações.
Desta forma, se você tem muitas informações, objetos, livros, arquivos; ou se você pretende fazer uma pesquisa detalhada; ou um relatório rico com informações relevantes; quer construir um mapeamento de processos; ou implantar a gestão de conhecimento, gestão de qualidade, ou inteligência competitiva, entre outras tarefas... Procure um bibliotecário mais próximo de você certamente ele irá te auxiliar.
Em sua opinião, o bibliotecário possui outras funções que não foram mencionadas por este autor? Então contribua, questione, interfira no mundo do qual você faz parte!

Referências


ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco. Biblioteca Pública: avaliação de serviços. Londrina: Eduale, 2003. p.69.


Vamos refletir sobre esta imagem? Qual será o próximo estágio?



Fonte: Bibliopage.blogspot.com/2009/06/evolucao-do-bibliotecário.htm.


A Lei nº 12.244 e seus impactos no contexto cultural e social do Brasil

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A lei nº 12.244 de maio de 2010 dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino no país. Esta lei impacta não somente a biblioteconomia, mas todo cidadão interessado no desenvolvimento social de nosso país. Não adianta apenas implantar bibliotecas em todos os lugares é necessário aprimorar a educação, se não houver bases consistentes será impossível obter um crescimento sólido e coeso dentro de nossa sociedade.
Na minha opinião, é necessário criar políticas públicas que priorizem não somente a presença de um bibliotecário, mas atividades culturais de criação e compartilhamento de conhecimentos, atividades interdisciplinares entre professores, familiares e cidadãos preocupados com o futuro da educação no Brasil. Este país ainda precisa passar por tantas reformas, mas creio que a educação é a essencial, e será a válvula propulsora para um desenvolvimento sustentável.
Na biblioteconomia, esta lei traz uma necessidade urgente de preparar profissionais para atender esta demanda da sociedade, mas ao mesmo tempo, requer deste profissional uma postura atuante e comprometida com o desenvolvimento social e com a disseminação da cultura para todos àqueles que sentirem necessidade de obter informação e construírem conhecimentos.
A biblioteca não é um depósito de livros, mas sim um ambiente que trata e preserva o conhecimento local e global e o disponibiliza para quem tem sede de informação. Contudo, esta sede deve ser incentivada pelas instituições públicas e privada, é necessário mudar o discurso: “Faça o que seu mestre mandar” para  discurso: “Leia, interprete, discuta e construa o seu pensamento crítico”. Ou seja, você pode até perguntar para o Google, mas tenha a sua visão de mundo. A enquete desta semana reflete esta discussão. Participe! Contribua! Comente, sua opinião e posicionamento é muito importante! Como dizem Os Legendários, não podemos mudar o mundo, mas estamos pensando, quer dizer tentando...
Bibliografia Consultada
Bibliotecários sem fronteiras
Educação Uol

Observando o resultado da enquete

segunda-feira, 11 de abril de 2011


Pudemos verificar que das 10 pessoas que responderam a enquete, 7 estão imersos e 3 se sentem cidadão do mundo. Ninguém escolheu as alternativas:  "Em um depósito de livros a serem processados" e "Cidadão de Marte com uma série de alienígenas ao redor".

Sete pessoas disseram que se vêem o bibliotecário inserido em um mundo de informações a ser organizado, talvez esse seja um sintoma da  ansiedade da informação, pois em um mundo com informações sendo produzidas a toque de caixa, mas temos tempo para respirar, e nem se vivêssemos 100 anos conseguiríamos processar toda esta informação.

 Este índice pode ser um delimitador, pois ao nos sentirmos imersos em um mundo de informações, podemos nos afastar das pessoas que são os nossos usuários/clientes em potencial, pois a linha que separa estas duas vertentes é tênue e tentamos a todo o custo manter este equilíbrio natural.

Quatro disseram que vêem o bibliotecário como cidadão do mundo com direitos e deveres, este fator pode ser característico da sociedade da informação, inserido em um mundo globalizado com múltiplas conexões.

Esta é apenas uma observação superficial, e está sempre passível de mudanças e outras possibilidades. E, você conseguiu fazer outras observações do bibliotecário? Contribua com sua opinião.

A função do bibliotecário no contexto cultural

sábado, 2 de abril de 2011


Bem, já que vamos falar sobre cultura cabe uma citação:

"A cultura, como temos visto, é uma produção coletiva, mas nas sociedades de classe seu controle e benefícios não pertencem a todos. Isso se deve ao fato de que as relações entre os membros dessas sociedades são marcadas por desigualdades profundas, de tal modo que a apropriação dessa produção comum se faz em benefício dos interesses que dominam o processo social. E como consequência disso, a própria cultura acaba por apresentar poderosas marcas de desigualdade... Cultura é o legado comum de toda a humanidade.".
Santos (1987)

O bibliotecário ou cientista da informação é mediador e preservador da cultura, pois atende as demandas de seus usuários de acordo com suas vivências e expectativas e lhes apresenta o que já foi produzido com intuito de fornecer subsídios para a criação de novos conhecimentos.

Sob outro ponto de vista, vimos que o bibliotecário atua nos três tipos de culturas apontadas por Santos (1987): a erudita, a de massa e a popular, sob esta perspectiva nota-se que o papel social do bibliotecário traz como atividades o incentivo, preservação, mediação e disseminação informação inserida em produtos culturais, sempre mantendo a imparcialidade e a ética no momento de seleção da informação.

Sabendo desse papel social, e trazendo à tona o termo Biblioteca (Significado etimológico: caixa de livros) que é vinculado ao nome do profissional que a representa, vamos fazer um exercício?

Observe a bibliotecário como objeto de uma pesquisa (não me levem a mal é só uma método de pesquisa social), e se possível respondam a nossa enquete.

 

Referência Bibliográfica

SANTOS, José Luiz Dos. O que é Cultura. 1ª edição São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. (Primeiros Passos), p.70.